quarta-feira, 18 de novembro de 2009

dando as letras direto do RIO.


O Chico tem aquela música que se chama “A cidade ideal”. Então, pedindo a benção pra chegar na cidade maravilhosa, resolvi fazer uma homenagem ao Rio e ao Chico ao mesmo tempo. Assim rolou a letra abaixo.


A minha cidade ideal
Allan Dias Castro

Na minha cidade ideal
A lei do mais Forte é de Copacabana
E agora morro não é verbo
É um lugar com vista linda
Para quem está à toa na vida
Ouvindo A Banda

Na minha cidade ideal
O diabo não amassou o nosso Pão
E agora balas são de Açúcar
E todo Rio é de Janeiro
Porque todo brasileiro
É de Holanda

A cidade ideal
Essa é a minha cidade ideal

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em casa, longe de casa.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pão, circo e novela.


O Mundo de Sofria
Thiago Corrêa/Allan Dias Castro


Ari tinha muitas perguntas
Mas um dia isso mudou
Foi na casa de Patão
Conheceu televisão
E Aristóteles ele virou

De onde eu vim? Foi da favela
De onde veio o mundo? Da novela
O que sou eu? Pra onde vamos?
Filósofo de hoje é Tony Ramos

Agora ele tem as respostas
Não precisa nem pensar
Pois malandro que é esperto
Busca no canal aberto
O conteúdo pra filosofar

De onde eu vim ...

O então antenado Aristóteles
Não precisa mais sofrer
O seu mundo que é tão triste
Muda quando ele assiste
A realidade que ele escolher

De onde eu vim? Foi da favela
De onde veio o mundo? Da novela
O que sou eu? Pra onde vamos?
Filósofo de hoje é Tony Ramos

terça-feira, 20 de outubro de 2009

As mulheres de Chico Buarque

Calma, o Dando as Letras ainda não virou blog de fofocas (reparem no ainda). A ideia do post veio do vídeo em que Chico Buarque, conversando com Caetano Veloso, conta que o artifício de cantar suas músicas no feminino lhe dá o poder de parecer outra pessoa, diminuindo assim o nível de exposição. Caetano, após um passeio sobre revelação, ânima, ego e self, comenta que as mulheres internas do Chico são lindas (foi o que eu entendi pelo menos - ou não). Acompanhe esse diálogo seguido por duas pérolas do Chico clicando em http://www.youtube.com/watch?v=TB6Cpy-X7A8. (Joia, como diz Caetano finalizando o vídeo).
Seguindo o clima, eu apresento a inédita e à disposição de intérpretes femininas, “Samba no Pé”, uma música com uma letra que compus no feminino, respaldado pelo Chico. Quem compôs a melodia e fez o arranjo? A minha querida amiga Emerson Ribeiro.
Comentem...


Samba no Pé
Emerson Ribeiro/Allan Dias Castro


Ele tem samba no pé, ele tem samba no pé
Ele tem samba no pé, ele tem samba no pé


É samba no pé-de-chinelo, que não tem emprego
Sem eira nem beira, não usa sapato
E não tem pé-de-meia
É samba no pé-de-moleque, que preza o sossego
Que cresce e aparece um malandro nato
Com o samba na veia

É samba no pé-de-coelho que aposta bem alto
Que arrisca e petisca mais uma rodada
E só perde o juízo
É samba no pé-de-cabra que toma de assalto
Que zomba e arromba minha cara fechada
E me rouba um sorriso


Ele tem samba no pé, ele tem samba no pé
Ele tem samba no pé, ele tem samba no pé


É samba no pé-de-valsa que entra na dança
Que pega e se apega, mas logo se esquece
O seu último passo
É samba no pé-de-mesa, meu Deus que abastança
Que pura fartura, é maior que parece
Esse pé descalço

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Efeito Espelho

Essa técnica de escrita é simples, mas na maioria das vezes, passa batido pelos leitores mais desatentos. O efeito espelho acontece quando temos em uma estrofe palavras, muitas vezes homônimas, que dão margem a antagonismo, metáfora ou ambiguidade. Na segunda estrofe basta fazer uso de todos estes recursos, alterando o gênero e ou a disposição das palavras na frase ou contexto. A conclusão pode ser ou uma frase explicativa revelando a diferença (foi o que fiz no post Teoria na Prática, logo abaixo) ou um consenso entre as estrofes, que na minha opinião é mais trabalhoso. Mas foi o que fiz no poema abaixo, e após incansáveis horas sem sair de cima, consegui chegar à conclusão de que na hora do sexo, acabam as diferenças entre homens e mulheres. Resumindo: se foda o pudor.


Se foda o pudor.
allan dias castro


Ele quer a trepada no claro
E é claro, chama ela de amor
Ele gosta de mulher segura
Que se solta, e se foda o pudor

Ela quer, é claro, a trepada
Mas é claro, ela chama de amor
Ela gosta de homem que segura
E não solta, que se foda o pudor

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Meu Nego

Que se danem os puritanos
Quem não teme o diabo
Dispensa água benta
Ele só tem doze anos
Mas derruba mulher de quarenta

É que o nível de glicose
É inverso à intimidade
Quanto menor, maior o apego
Depois da segunda dose
Black Label já vira “meu nego”

domingo, 20 de setembro de 2009

Conta Outra

Eu acredito em mito e caio no conto de um faz de conta
Mesmo quando quem me conta
É alguém que nem mesmo conheço
Eu já ouvi que o fogo que levou a guitarra de Hendrix
Trouxe as cinzas de Fênix
Comprovando, todo fim é um novo começo

Já não acredito em nada muito menos em conto de fada
Mas vou contar outra história
Pra não ficar muito repetitivo
Eu já ouvi que o Einstein, mesmo com muita prática
Não era bom em matemática
Resumindo, tudo é muito relativo