quinta-feira, 25 de março de 2010

Plim Plim

País Novela
Letra: Allan Dias Castro


Tem gente que dá o sangue
Só pra virar assunto de drama sensacionalista
Tem gente que esquece a arte
Mas sabe fazer cena pra levar vida de artista

Tem gente que adora espelho
E vive de aparência pra virar capa de revista
Tem gente que fala sério
Como ninguém entende a gente chama de humorista

E se pensar saiu de moda
Não vou pra passarela
Quem mandou estudar
No país novela

E se pensar só incomoda
Tira a roupa e apela
É, quem mandou estudar
No país novela

segunda-feira, 15 de março de 2010

FRASES DE MSN

1 - Livre é quem depende de si mesmo.
2 - Autenticidade é não usar máscaras nem nas mais obscuras fantasias.
3 - Toda foto é um eterno nunca mais.
4 - Se sorte fosse uma questão de escolha teríamos que ser escolhidos por ela.
5 - Eles gostam de mulher segura, que se solta. Elas gostam de homem que segura, e não solta.
6 - Somar metades é dividir a vida com alguém.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

... e tenho muito sono de manhã

Para retomar as atividades criativas aqui no blogue apresento mais um fruto das madrugadas em claro:


Indecifrável Simplicidade
Letra: Allan Dias Castro

Num mundo onde a imagem fala mais alto
Foi no silêncio que encontrei com ela
Que deixa as bandas da moda no mute
Que tem amigos mesmo sem Orkut
Com beijos de cinema e não de novela

Enquanto as máquinas movem os homens
Vai com seu cão andando até a praça
Sua versão de geração saúde

É caminhada até um fast food
Sabe levar a sério sem perder a graça

Sem maquiagem só por vaidade
Ela e a sua indecifrável simplicidade
Sem maquiagem, só a verdade
Ela e a sua indecifrável simplicidade


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

ECO

Toda voz que grita ou que canta
Tem no eco a resposta da garganta
Pra quem gritou, grito em dobro vai vir
Quem cantou vai ter música pra ouvir

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pão, circo e novela.


O Mundo de Sofria
Thiago Corrêa/Allan Dias Castro


Ari tinha muitas perguntas
Mas um dia isso mudou
Foi na casa de Patão
Conheceu televisão
E Aristóteles ele virou

De onde eu vim? Foi da favela
De onde veio o mundo? Da novela
O que sou eu? Pra onde vamos?
Filósofo de hoje é Tony Ramos

Agora ele tem as respostas
Não precisa nem pensar
Pois malandro que é esperto
Busca no canal aberto
O conteúdo pra filosofar

De onde eu vim ...

O então antenado Aristóteles
Não precisa mais sofrer
O seu mundo que é tão triste
Muda quando ele assiste
A realidade que ele escolher

De onde eu vim? Foi da favela
De onde veio o mundo? Da novela
O que sou eu? Pra onde vamos?
Filósofo de hoje é Tony Ramos

terça-feira, 20 de outubro de 2009

As mulheres de Chico Buarque

Calma, o Dando as Letras ainda não virou blog de fofocas (reparem no ainda). A ideia do post veio do vídeo em que Chico Buarque, conversando com Caetano Veloso, conta que o artifício de cantar suas músicas no feminino lhe dá o poder de parecer outra pessoa, diminuindo assim o nível de exposição. Caetano, após um passeio sobre revelação, ânima, ego e self, comenta que as mulheres internas do Chico são lindas (foi o que eu entendi pelo menos - ou não). Acompanhe esse diálogo seguido por duas pérolas do Chico clicando em http://www.youtube.com/watch?v=TB6Cpy-X7A8. (Joia, como diz Caetano finalizando o vídeo).
Seguindo o clima, eu apresento a inédita e à disposição de intérpretes femininas, “Samba no Pé”, uma música com uma letra que compus no feminino, respaldado pelo Chico. Quem compôs a melodia e fez o arranjo? A minha querida amiga Emerson Ribeiro.
Comentem...


Samba no Pé
Emerson Ribeiro/Allan Dias Castro


Ele tem samba no pé, ele tem samba no pé
Ele tem samba no pé, ele tem samba no pé


É samba no pé-de-chinelo, que não tem emprego
Sem eira nem beira, não usa sapato
E não tem pé-de-meia
É samba no pé-de-moleque, que preza o sossego
Que cresce e aparece um malandro nato
Com o samba na veia

É samba no pé-de-coelho que aposta bem alto
Que arrisca e petisca mais uma rodada
E só perde o juízo
É samba no pé-de-cabra que toma de assalto
Que zomba e arromba minha cara fechada
E me rouba um sorriso


Ele tem samba no pé, ele tem samba no pé
Ele tem samba no pé, ele tem samba no pé


É samba no pé-de-valsa que entra na dança
Que pega e se apega, mas logo se esquece
O seu último passo
É samba no pé-de-mesa, meu Deus que abastança
Que pura fartura, é maior que parece
Esse pé descalço

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Efeito Espelho

Essa técnica de escrita é simples, mas na maioria das vezes, passa batido pelos leitores mais desatentos. O efeito espelho acontece quando temos em uma estrofe palavras, muitas vezes homônimas, que dão margem a antagonismo, metáfora ou ambiguidade. Na segunda estrofe basta fazer uso de todos estes recursos, alterando o gênero e ou a disposição das palavras na frase ou contexto. A conclusão pode ser ou uma frase explicativa revelando a diferença (foi o que fiz no post Teoria na Prática, logo abaixo) ou um consenso entre as estrofes, que na minha opinião é mais trabalhoso. Mas foi o que fiz no poema abaixo, e após incansáveis horas sem sair de cima, consegui chegar à conclusão de que na hora do sexo, acabam as diferenças entre homens e mulheres. Resumindo: se foda o pudor.


Se foda o pudor.
allan dias castro


Ele quer a trepada no claro
E é claro, chama ela de amor
Ele gosta de mulher segura
Que se solta, e se foda o pudor

Ela quer, é claro, a trepada
Mas é claro, ela chama de amor
Ela gosta de homem que segura
E não solta, que se foda o pudor

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Meu Nego

Que se danem os puritanos
Quem não teme o diabo
Dispensa água benta
Ele só tem doze anos
Mas derruba mulher de quarenta

É que o nível de glicose
É inverso à intimidade
Quanto menor, maior o apego
Depois da segunda dose
Black Label já vira “meu nego”

domingo, 20 de setembro de 2009

Conta Outra

Eu acredito em mito e caio no conto de um faz de conta
Mesmo quando quem me conta
É alguém que nem mesmo conheço
Eu já ouvi que o fogo que levou a guitarra de Hendrix
Trouxe as cinzas de Fênix
Comprovando, todo fim é um novo começo

Já não acredito em nada muito menos em conto de fada
Mas vou contar outra história
Pra não ficar muito repetitivo
Eu já ouvi que o Einstein, mesmo com muita prática
Não era bom em matemática
Resumindo, tudo é muito relativo

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Teoria na prática

Há quem diga que da força que um corpo exerce no outro
Inevitável atração, depois a grande explosão
Nasceu o pai das estrelas e da possibilidade de um universo
Com muito prazer, apresento o Big Bang

Mas há quem diga que a força que um corpo exerce no outro
Inevitável atração, depois a grande explosão
Faz a mãe ver estrelas e um universo de possibilidades
De muito prazer, nasce mais um neném