Essa técnica de escrita é simples, mas na maioria das vezes, passa batido pelos leitores mais desatentos. O efeito espelho acontece quando temos em uma estrofe palavras, muitas vezes homônimas, que dão margem a antagonismo, metáfora ou ambiguidade. Na segunda estrofe basta fazer uso de todos estes recursos, alterando o gênero e ou a disposição das palavras na frase ou contexto. A conclusão pode ser ou uma frase explicativa revelando a diferença (foi o que fiz no post Teoria na Prática, logo abaixo) ou um consenso entre as estrofes, que na minha opinião é mais trabalhoso. Mas foi o que fiz no poema abaixo, e após incansáveis horas sem sair de cima, consegui chegar à conclusão de que na hora do sexo, acabam as diferenças entre homens e mulheres. Resumindo: se foda o pudor.
Se foda o pudor.
allan dias castroSe foda o pudor.
Ele quer a trepada no claro
E é claro, chama ela de amor
Ele gosta de mulher segura
Que se solta, e se foda o pudor
Ela quer, é claro, a trepada
Mas é claro, ela chama de amor
Ela gosta de homem que segura
E não solta, que se foda o pudor


